É FOGO! HORA DE FICARMOS ALERTAS!

2014 - Primeiras Geadas e as preocupações voltaram, vamos colaborar ficando atentos a qualquer sinal de Incendio Florestal na nossa Serra do Mar!

O texto abaixo foi publicado no ano passado mas estamos entrando em fase de Alto Risco de Incendios Florestais na nossa região!

 É estupenda e magnifica a beleza da Serra do Mar, como alguns seres humanos podem ser tão estúpidos a ponto de permitir que toda esta beleza seja apagada por um Incêndio Florestal?

 Pico Paraná - União e Ibitirati - Foto Diomar Mühlmann


   O fogo desperta a curiosidade humana dos tempos em que foi descoberto, sua utilidade é inegável mas a conduta para manusea-lo com segurança não é conhecida ou respeitada por todos. Dificil é ver quem goste de mato e não goste de uma fogueira, ela tem uma simbologia marcante para muitas pessoas, até mesmo quem não caminha em florestas curte estacionar numa rede e fazer seu churrasquinho nos finais de semana.

 Morro Samambaia (Anhangava) 2013 - Foto Marcio Grochocki
   È sabido que as queimadas são técnicas milenares utilizadas pelo homem na agricultura e que o fogo é tido como “natural” em alguns Biomas como no Cerrado e nas Florestas coníferas, mas a pratica realizada por quem não entenda ou trabalhe fora das normas de segurança, acaba se tornando um crime ambiental.


   Incendio no Pico Paraná 2013 - Foto Marcio Gomes Grazy Gomes.
Incendio Florestal no Pico Paraná 2013 - Foto Montanhista e Piloto Rafael Wojcik.
   O Fogo depende de vários fatores para se desenvolver e se tornar um Incêndio Florestal, para isso deve haver combustível para queimar, oxigênio para manter as chamas e calor para iniciar e continuar o processo de queima. A relação entre estes três elementos básicos da combustão é denominada como  “Triângulo do Fogo”, conforme (SOARES – 1985_UFPR).

 

Triangulo do Fogo www.artsensor.pt.jpg 
   Tratando especificamente sobre os ambientes serranos, podemos considerar o AR como primeiro elemento, abundante e variável que sofre a influência de outros fatores como  direção e a intensidade do vento, temperatura e umidade do ar que nos informam a direção da “cabeça e da cauda” e sua intensidade para alimentar o fogo, já o elemento COMBUSTÍVEL é abundante devido à farta cobertura vegetal da Floresta Ombrófila Densa, no caso a Serra do Mar que apesar da maior umidade ocorrida no verão, se apresenta totalmente inversa no Inverno nos longos períodos de estiagem e Geadas que secam a vegetação e rebaixam os lençóis freáticos.
Incendio Florestal - basilio.fundaj.gov.br

  Quanto ao Terceiro Elemento, O CALOR é ao mesmo tempo estopim para o inicio do fogo e também o que desencadeia a sua propagação na medida que vai avançando. É este o fator que devemos ter mais atenção para evitarmos Incendios Florestais, a melhor prevenção para se combater o fogo é extinguir sua causa, também são consideradas as características do relevo e topografia, principalmente nas Montanhas serranas onde influenciam diretamente no seu desenvolvimento.
Incendio Florestal no Morro Pão de Loth  2013- Foto Harvey Schlenker - Agosto 2013.

  Não temos como nos livrar do AR ou do material COMBUSTIVEL presente nas Florestas, mas podemos refletir sobre as causas mais comuns e partilhar a informação com todos as pessoas que frequentam as regiões Serranas para que possamos tentar evitar tragédias como quase aconteceu no Morro Pão de Loth, no Pico Paraná e no Quiriri neste ano zqui no Paraná, felizmente salvo por São Pedro, que foi eleito por alguns o “Voluntário do mês”, mandou aquela chuva providencial na madrugada e extinguiu as chamas, senão teríamos um prejuízo grande.

"Pelo empenho, pelas horas extras no dia de hoje, com o agradecimento dos montanhistas"
Justa Homenagem Postada no Face por Roberto MCarneiro.
    Com excessão das chamadas “causas naturais” provocadas por Raios ou combustão espontânea, as queimadas descontroladas, os balões, fogueiras mal apagadas, pontas de cigarros acesas, “tochas” improvisadas, queima de vespas e crime culposo ou doloso, são as mais comuns nos Incendios Florestais sendo difícil evita-las uma vez que são geradas por inúmeros agentes individuais.    Nossas melhores armas são a vigilância e o combate imediato dos primeiros focos antes que se propaguem, isso quando é possível, do contrario fica muito difícil controla-los.

 Incendio no Quiriri 2013 - Foto Getulio Rainer Vogetta
    No Paraná nosso primeiro caso de estrutura e equipes de voluntários treinados foi formada no Morro do Anhangava com apoio dos moradores locais, clubes, associações, federação de Montanhismo e Governo Municipal e Estadual, com registros de mais de 15 casos de Incendios Florestais combatidos nos últimos 20 anos. A ultima grande tragédia de grande porte ocorreu em 1986, provocado de forma criminosa por uma pessoa que passava na trilha principal no Morro do Anhangava em dia de festa e resolver quebrar o Lampião numa pedra, de lá para cá todos os focos foram debelados enquanto pequenos.
   O movimento de combate começou entre amigos montanhistas e está estruturado com o apoio do Corpo de Bombeiros – GRUPO GOST, a FEPAM Federação Paranaense de Montanhismo mantêm um grupo de voluntários que recebem treinamentos periodicamente e ficam a disposição para eventuais combates, quando recrutados ou mesmo durante suas atividades na Serra, eles estão sempre atentos orientando os menos avisados e dão os primeiros combates em qualquer foco de incêndio encontrado.

   A concientização e a colaboração de todos os moradores de “pé de serra” também é muito importante nestes casos, geralmente são eles que conhecem melhor a região e estão mais preparados do os habitantes das cidades. No Anhangava e no Morro do Canal, atualmente existem equipamentos guardados dentro de propriedades particulares, à disposição das equipes de voluntários quando necessários.
Material para Prevenção de Incendios Florestais - Morro Anhangava 
Projeto inicial Eng. Florestal Dr. Edson Struminski.

   O Instituto Ambiental do Paraná – IAP também é um forte aliado no combate do fogo, temos o exemplo do gestor no Parque Estadual da Baitaca e outra colaboração importante tem sido dada pela Prefeitura Municipal de Quatro Barras, Policia Ambiental, Policia Militar, Defesa Civil e Ministério Público Estadual de Meio Ambiente, através dos seus colaboradores.

   As fogueiras estão definitivamente banidas da Serra do Mar, principalmente entre os meses de Maio a Outubro quando a estiagem e as Geadas acabam secando a vegetação, aumentando a carga combustível em toda Floresta. Outro grande risco é causado por Balões com tochas, nos dias em que os Ventos sopram das cidades em direção às Serras devemos ficar atentos, há perigo de Incendio Florestal. 

 
Biruta para monitoramento do vento instalada na Torre de Observação de Incendio da Chácara do Anhangava, aos pés do Morro do Anhangava e que nos últimos 20 anos tem colaborado em ações de preservação e combate aos incêndios florestais daquela região!

   Não há duvida que existem outros fatores que podem contribuir para a ocorrência de Incendios Florestais, fatores Naturais como Raios podem dar ignição ao Fogo, assim como outros fatores não tão Naturais, são os Incendios propositais, naqueles que alguém ateou Fogo. Nos últimos anos observamos que este risco esta presente nas áreas onde a exploração econômica como agricultura, reflorestamentos ou  mineração que necessitam suprimir a vegetação nativa para exploração do seu trabalho, do contrário somente uma mente desiquilibrada seria capaz de fazer tanto mal à Natureza, os animais e toda nossa bela e imponente Floresta da Serra do Mar!
   Como recomendação final, reportamos a mensagem postada no grupo Brigada de Incendio FEPAM, por um dos seus gestores.

" Ao avistar um foco de incêndio, em região de montanha, ligue imediatamente para os bombeiros tel: 193 e tenha em mãos as seguintes informações:
• Local, Pontos de referência, Como chegar, tempo estimado de caminhada até o fogo;
• Tipo de vegetação que está incendiando;
• Se está dentro ou nas proximidades de uma Unidade de Conservação, avise também a Polícia Florestal Força Verde 0800-643-0304.
   Após isto avise algum monitor da Brigada, membro de clube de montanhismo, pelo email brigadaincendiopr@gmail.com e pela lista de discussão da FEPAM.Tente identificar o local do início do fogo e a causa, para futura investigação e punição dos culpados, quando houver. Se possível aguarde a chegada dos primeiros combatentes para orientá-los sobre as condições de vento, pontos para obtenção de água, etc.
BATALHÃO DE POLÍCIA AMBIENTAL FORÇA VERDE - (41) 3299-1350
IAP Coordenadoria Estadual de Acidentes Ambientais (41) 3213-3454
   Espero que meu artigo resumido tenha colaborado para tentarmos reduzir os impactos causados pelos Incêndios Florestais na Serra do Mar e que possamos contar com todos para uma melhor vigilância e combate aos Incêndios Florestais!
Julio Nogueira



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